Assinatura de Protocolo com a Liga dos Combatentes

Estimados Sócios,

Foi celebrado no dia 11 de março de 2026 o protocolo de cooperação entre a Liga dos Combatentes (LC) e a Associação de Fuzileiros (AFZ).

A assinatura do protocolo decorreu no Salão Nobre da LC, concretizada através do Presidente da LC, General Chito Rodrigues e do Presidente da AFZ, Comandante Carlos Moreira, na presença de Membros da Direção Central e da Direção Nacional das suas instituições.

O Protocolo de Cooperação que alarga os laços de camaradagem em que se fundamenta a vida militar e dessa forma contribuir para a elevação dos valores imateriais coletivos, torna estrutural uma aproximação que vem sendo aprofundada desde 25 de outubro de 2022, funda-.se em visão em vez do curto prazo, no diálogo e na cooperação, em vez das trincheiras, tem por objeto o estabelecimento das condições de parceria e cooperação entre a LC e a AFZ, em várias áreas e domínios, no respeito dos Estatutos, de ambas as Instituições, nomeadamente:

–     O desenvolvimento de projetos conjuntos com interesse para ambas as Instituições, de âmbito cultural, de cidadania e defesa, divulgação de valores, de       solidariedade e apoio mútuo e dignificação dos militares, Combatentes e familiares seus membros.

–      O acesso aos órgãos de apoio à saúde e assistência médica, psicológica e social da estrutura da LC.

–     A realização conjunta de exposições, seminários, conferências, estudos e outros eventos culturais no âmbito dos objetivos estatutários de ambas as               Instituições.

–      O aprofundamento mútuo da cooperação e desenvolvimento de afetos que beneficiem a dignidade e o bem-estar dos seus membros.

–      A participação em cerimónias evocativas e de homenagem aos combatentes realizadas pela LC e pela AFZ.

–    Em fomentar e garantir aos membros da AFZ o acesso a todas as regalias, direitos e deveres da LC, tendo a sua situação regularizada enquanto sócio              da LC.

Os programas e projetos desenvolvidos, em resultado do protocolo, têm como destinatários os membros das duas Instituições e respetivos familiares,devidamente regularizados.

O Presidente da AFZ, Carlos Moreira, nas suas palavras alusivas ao momento referiu que quando, em julho de 2022 foi decidido desencadear o pedido de audiência para apresentação de cumprimentos, que veio a ter lugar a 25 de outubro, desse mesmo ano, longe estava a ideia que se poderia vir a estar a formalizar uma cooperação institucional desta natureza, focada nas pessoas, nos antigos combatentes e nos seus familiares.

O objetivo era de apresentação de cumprimentos, para alargar os laços de camaradagem em que se fundamenta a vida militar e manifestar a disponibilidade para serem criadas sinergias visando a defesa nacional, e a elevação dos seus valores imateriais, para, ainda que de forma humilde, mas determinada, se criarem sinergias no âmbito da elevação do Poder Nacional. Nessa altura levou-se a disponibilidade da Liga dos Combatentes para, mesmo que através de um telefonema, ninguém ficasse para trás por razões de saúde ou necessidades sociais, para serem atendidos nos Centros ou Gabinetes de Apoio Médico, Psicológico e Social distribuídos, estrategicamente, pelo país. Hoje, ainda que os telefones possam ser usados, a disponibilidade fica para lá do Presidente da Direção Central, da Liga dos Combatentes, General Chito Rodrigues e do Presidente da Associação de Fuzileiros, Carlos Moreira, … passou a ser estrutural. Transmite confiança e marca indelevelmente uma visão estratégica.

E continuou, num mundo que já dava sinais de alguma imprevisibilidade e insegurança e em que, no panorama social, o individualismo aparenta querer tomar a primazia, a vida em comunidade, recorrendo ao conceito de Ray Cline, deve ser valorizada para potenciar a Vontade Nacional com a coerência na estratégia, exigida por aquela realidade. Ou como escreveu Clausewitz, no seu conceito de Trindade, garantir que a interação entre o poder político (propósito racional), forças armadas (acaso e sorte) e povo (elemento humano que representa a emoção e a violência) assegurem o adequado equilíbrio que não raras vezes garantiu que “exércitos [forças armadas] menos bem equipados, menos bem treinados e por vezes em inferioridade numérica fossem capazes de derrotar tantos outros”.

Nós, movimentos cívicos, designadamente os que se focam nos valores imateriais da Pátria, integramos, diretamente, este polo, e criando sinergias potenciamo-lo porque temos um vínculo e conhecimento acrescido para a realidade das forças armadas e do que valem, em termos de potencial, dos seus valores, e, em nossa opinião, “não deixar ninguém para trás!” é um dos determinantes naquela preservação da Vontade Nacional. Porque como identificou Clausewitz cada um deles age como um polo magnético, numa dinâmica onde cada um influencia, de forma determinada a outra. E este Protocolo de Cooperação é uma afirmação clara da disponibilidade da Liga dos Combatentes, para, como já sublinhado e que nunca é demais, não deixar nenhum dos nossos para trás, no sentido holístico, envolvendo todos os camaradas e as suas famílias.

O acolhimento e visão esclarecida que o senhor General Chito Rodrigues revelou ao desafiar-nos para nos aproximarmos foi determinante. É certo que se passaram já quase quatro anos, mas o tempo não diz tudo, não é sinal que deva ser lido de forma pouco cuidada.

Fazendo uso das palavras que o nosso Presidente da República, António José Seguro, proferiu no dia da sua tomada de posse, a abertura que o senhor General Chito Rodrigues manifestou representa:

[…] visão em vez de curto-prazo, diálogo em vez de trincheiras…

Acreditamos, assim, pelas razões que anteriormente referidas, que efetivamente este ato é um contributo relevante para, ao nosso nível, “recuperarmos o sentido de comunidade e restaurarmos o nosso chão comum” como também referiu na sua intervenção o nosso Presidente da República sendo verdade que:

[Portugal] Sempre que conseguiu avançar foi porque soube unir esforços, colocar o interesse comum acima das divergências e agir com visão de longo prazo.

A Direção Nacional

Protocolo

Liga dos Combatentes

Loading